segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vitimas de violência recebem ajuda

Há cinco anos quando o casal Carla e Jorge (nomes fictícios) passeava no Farol da Barra em um final de semana de Salvador. Eles foram abordados por três homens, no fundo do monumento, que estupraram Carla e obrigaram Jorge à assistir a cena. Passado o acontecido o casal foi até a polícia e ofereceu queixa. Os marginais não foram encontrados, mas Carla conseguiu se recuperar após fazer tratamento psicológico. Ela e Jorge não estão mais juntos.

O projeto Viver ajuda as vitimas de violência sexual. O instituto tem um atendimento voltado para os cuidados jurídicos e psicológicos. O Viver esta localizado no térreo do prédio do Instituto Medico Legal (IML) em Salvador.

Em 2001, a então secretaria de segurança, Kátia Alves implantou junto com o governo baiano o projeto. “Além de reprimir, realiza um atendimento mais voltados para os cuidados com a vitima”, diz a diretora do Viver, Débora Cohim. A equipe é formada por assistentes sociais, médicos, psicólogos, psicopedagogos e advogados.

Desde que foi fundado o Viver, o número de casos registrados permanece estável. “São registrados 80 casos por mês, sendo 73% com crianças e adolescentes. A maioria das ocorrências são com mulheres, 98% do total, e a maior parte dos agressores são homens”, declara Débora. Um dado preocupante é que 82% dos casos são agressões domesticas.

O estupro é considerado um tema difícil de ser exposto, principalmente pela vitima. A diretora explica que o violentador, normalmente, é uma pessoa próxima da vitima, o pai, irmão, tio, avô e vizinhos. O assunto causa vergonha e medo. “As vitimas ficam com receio de expor uma situação intima e na maioria causadas por um familiar”, diz a diretora. Ela afirma que esse é um dos motivos pelos quais muitas pessoas não denunciam.

Os sinais mais comuns de crianças abusadas são as dificuldades de sociabilização e a resistência de permanecer em casa sem a presença da mãe, mas é necessário investigar a suspeita. Esses fatores podem ser sintomas de outros problemas.

Em agosto de 2009, a justiça brasileira deixou de considerar estupro só a conjugação carnal pênis/vagina. Agora, as autoridades consideram qualquer ato de penetração peniana, mesmo em homens.

Violência contra criança e adolescente: disque 100

Violência contra a mulher: disque 180

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