Em pleno 2014, no século
XXI, as mulheres ainda são vitimas do machismo, que prepondera em todo o Brasil,
dos lares mais humildes até os mais ricos. A violência acontece de várias formas
e vão aumentando de grau: uma ofensa, um empurrão, um tapa, uma surra, um
estupro, um assassinato.
Dados do Ipea revelam que
16,9 mil mulheres sofreram feminicídio ou mortes por conflitos de gênero, entre
2009 e 2011. Na maioria dos casos as agressões ocorrem por parceiros íntimos: o
marido, o namorado; com motivações que partem do machismo, algumas vezes sob o
efeito do álcool.
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Por que agridem as mulheres?
Elas são iguais aos homens em direitos e deveres, segundo as leis que regem o
país. Porém a revolução sexual ainda é recente no Brasil pode-se dizer que nos
anos de 1970 elas conseguiram pequenas mudanças, como direito ao divórcio.
Mesmo separadas de seus conjugues sofriam com o machismo, especialmente o profissional,
tendo dificuldades para ingressar nas carreiras “de homem”, a exemplo das
engenharias e das forças armadas.
As mulheres são agredidas
porque certos homens acham-se superior a elas crendo e afirmando que são mais
fortes, que elas tem que ser submissas. Muitas mulheres possuem culpa na
perpetuação deste pensamento. Elas criam o filho e a filha de maneira
diferente, diferenciando totalmente os papeis de cada sexo, o homem age assim e
a mulher desta forma. Não ensinam a igualdade que existe!
Para o menino a farra, a
bebida, as saídas noturnas com amigos, a “pegação”, o sexo. Para as meninas uma
frase: “Se comporte feito moça de família, olhe sua roupa! Isso são horas de
estar na rua? Vai ficar mal falada”. É isso! O preconceito entrou na cabeça das
pessoas e para não haver rechaçamento da sociedade, acatam-se as convenções.
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Não existe justificativa
para agredi quem quer que for, especialmente a mulher. Os casos mostram que muitas
violências ocorrem por sentimento de machismo ferido. Eles negam, dizem que só xingaram, contudo o terror psicológico praticado
com frequência desestabiliza o emocional de uma pessoa. Usam a honra destruída para
machucar e não percebe que nas relações felizes existe uma palavra entre o
casal, o respeito. Respeito à individualidade do outro, ao pensamento, ao ir e
vir. Tudo com muita conversa.
Portanto, é preciso entender
que não existe superioridade e inferioridade entre o masculino e o feminino. Eles
tem o mesmo papel na sociedade, podem fazer as mesmas coisas, vestirem o que
quiser. A mulher tem que se impor e se sofrer algum tipo de violência,
denunciar, buscar seus direitos com as delegacias especializadas, discar 180.
Viva a mulher com sua força escondida sobre a delicadeza de seus gestos, ações
e desejo de cuidar do outro.