Em cada janela do horizonte
Vejo rostos, sorrisos e abraços
Cada quadradinho tem um monte de sonhos
São seis ou sete bilhões multiplicados por inúmeros outros
Riqueza, o mais pedido
Dinheiro, o tão almejado
Casas, carros, barcos e aviões
Quem sabe um viagem ao espaço...
A janela são olhos,
Olhos de quem não as tem
De quem usa um papelão,
como colchão
De que usa a marquise,
como teto
Chove, chove muito.
Não para!
O que será de mim?
Sou um espelho
Espelho que reflete
Tá tudo errado!
Tudo.
Sim, não
Não, sim
Lutar para vencer!
Janelas se tornem palcos
Os artistas sejam reais
Finais felizes possíveis
A janela está em todo lugar
Na construção
No brilho do olhar.
Todos querem algo
Pedem, buscam
É isso, uma constante batalha de queres diversos
O que tenho a perder?
Nada...
Vá adiante!
O crime não compensa,
A auto destruição, também não.
Então, o resto é resto
Janela aberta
O sol entra
A chuva refresca
O pensamento pousa
Eu quero
Arrisque
Seja felicidade
Busque-a
Vá!