segunda-feira, 30 de março de 2020

Viver, não sobreviver

Trabalho pra viver
Contas tenho a pagar
Pagar o que fiz,
o que deixei de fazer

Trabalho pra aprender,
o que nem identifiquei o que
Só sei que tenho que saber

Saber que não sou estático,
que o tempo não é o meu

O tempo é infinito
Eu finito de carne e osso

Pra viver, tenho que trabalhar
Ajudar a construir algo
Algo que te preencha
Provoque sorrisos
Vença o cansaço

Pra sobreviver, vamos indo
Indo sem saber
Sem saber o por quê
De não nos preenchermos

Qual o caminho?
Não esquece o que te faz feliz
Vai levando
Vai lutando
Só não pare

Vamos lá
Deixe de sobreviver
Vamos viver!

sexta-feira, 27 de março de 2020

O Caos Aparente

O caos se instalou
Apossou a cabeça de muitos
Dúvidas
Medos
Incertezas do presente e do futuro

Dois e mil e vinte
Você é mais que moderno,
é contemporâneo...
Como assim?

Por que precisamos deixar de abraçar?!
É bom, sinto falta!

Por que não posso ir ao shopping?!
Quero ver gente!

É hora de mais.
De nunca ser tarde
Nunca é tarde

É o momento de ser feliz!
Agora? Louco!
Sim, é o presente!

Olhe para si, você é seu amor-próprio
Olhe pela janela, somos irmãos 

O que falta a humanidade?
Tantas sentimentos, tantos bons sentimentos.

É hora de deixar para trás, 
para a experiência...
O mal que fizemos ou a omissão teimosa...

Veja, dois e mil vinte ainda no início já ensinou tanto.
Tanta modernidade falsa, com cara de contemporaneidade benéfica 

A máscara que caia.
Caia a sua
Caia a minha 
Caia a de todos

Que apenas saibamos que somos mais que corpo
Somos um infinito que nunca acaba
Que se renova
Que evolui

O rumo não para
O caos é aparente,
aparentemente misterioso.
Só confie, apenas isso!