A vinda da Família Real para o Brasil proporcionou o rompimento do monopólio da informação. Em 13 de maio de 1808 foi instalada a Imprensa Régia que sucedeu a implantação da censura prévia. Não podia ser escrito nada contra o governo, a religião e os bons costumes.
A imprensa brasileira era constituída de jornais de “vida” efêmera, sendo poucos que sobreviveram mais de dez anos, como o Diário do Rio de Janeiro (1821 a 1878) e o Correio Mercantil (1848 a 1868). Os jornais eram de propriedade de pessoas ou grupos que defendiam uma causa momentânea e eles estavam ligados às transformações do próprio Império. Por exemplo, a abolição da escravatura tinha os periódicos: Gazeta da Tarde (1880 a 1901), O País (1884 a 1930) e O Abolicionista (1880 a 1881).
A partir de 1844 foi introduzida a litografia e a gravura nos jornais, que passaram a ser muito utilizada na segunda metade do século XIX. Essas ilustrações permitiram que a população brasileira, maioria analfabeta, “enxergasse” a situação do país.
Os jornais começaram a publicar obras literárias em folhetins. Essa forma de publicação trouxe sucesso, pois revelou uma imprensa com todas as características modernas de comunicação de massa. Ela vinha ao encontro de uma tradição brasileira do contador de histórias, geralmente lido em voz alta e atingindo todos. O primeiro jornal a publicar uma obra foi o Correio Mercantil, com Memórias de um sargento de milícias (entre 27 de junho de 1852 e 31 de julho de 1853) de Manuel Antônio de Almeida.
Outro setor da comunicação que se moderniza com a evolução da imprensa é o anúncio e propaganda. O primeiro foi publicado em 1808 na Gazeta do Rio de Janeiro. A propaganda se desenvolveu com a utilização da ilustração, nas últimas décadas do Império, o texto vai dando espaço ao visual. Além da propaganda de bens, a política ocupou largo espaço no Brasil Imperial.
O visconde de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa, realizou muitas obras que proporcionaram a expansão dos jornais pelo país. Entre elas a construção da estrada Santos – Jundiaí e D. Pedro II, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo; também iniciou a navegação do rio Amazonas.
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