segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Concurso público precisa trazer eficiência para o serviço do Estado


Imagem Reprodução Internet

Os concursos públicos não são a melhor forma de escolher servidores do Estado. Esta forma de seleção apenas identifica pessoas capazes de resolver uma prova de múltipla escolha, normalmente com conteúdos que passam pelo português, raciocínio lógico, atualidades e direito público. Não medem a capacidade de se relacionar com o cidadão - especialmente alguém que venha atender – os colegas e o próprio serviço.

Segundo Fernando Fontainha, da Fundação Getulio Vargas, em entrevista a Veja: “a vocação aparece no desejo de fazer o trabalho para o benefício da sociedade, ainda que ganhando menos. No Brasil, como a relação salarial é invertida, a vocação não existe”. Na França, um juiz equivalente ao um ministro do Supremo Tribunal Federal ganha uma média de 26 mil reais, o mesmo que um magistrado em início de carreira neste país. 

O que atrai o brasileiro são os salários, a estabilidade e o estacionamento, não precisando se atualizar com as mudanças constantes na forma e maneira de trabalhar. Isso mostra o medo de ir para uma empresa privada construir carreira e ainda ter que pertencer ao grupo dos melhores, que ficam e crescem na instituição.

Os concursos públicos deveriam ter mais de uma fase, onde primeiro se faz a prova de múltiplaescolha e depois se analisa o perfil de trabalho e relacionamento do candidato. Para Fernando, uma saída é a criação de escolas para formação de servidor público, já que o estágio probatório é mera formalidade. Outra saída pode ser a exigência de experiência na função, por exemplo: que vai lidar com atendimento, ter trabalhado em uma loja – farmácia – telemarketing. 

Portanto, é preciso tornar o serviço público eficiente, não apenas escolhendo profissionais que fazem bem uma prova, e sim, aquele que tem vocação desejando prestar o melhor serviço para o bem de seu povo, de seu país e claro, o seu próprio.


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