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| Imagem Reprodução Internet |
Os concursos públicos não
são a melhor forma de escolher servidores do Estado. Esta forma de seleção
apenas identifica pessoas capazes de resolver uma prova de múltipla escolha,
normalmente com conteúdos que passam pelo português, raciocínio lógico,
atualidades e direito público. Não medem a capacidade de se relacionar com o
cidadão - especialmente alguém que venha atender – os colegas e o próprio
serviço.
Segundo Fernando Fontainha,
da Fundação Getulio Vargas, em entrevista a Veja: “a vocação aparece no desejo
de fazer o trabalho para o benefício da sociedade, ainda que ganhando menos. No
Brasil, como a relação salarial é invertida, a vocação não existe”. Na França,
um juiz equivalente ao um ministro do Supremo Tribunal Federal ganha uma média
de 26 mil reais, o mesmo que um magistrado em início de carreira neste país.
O que atrai o brasileiro são
os salários, a estabilidade e o estacionamento, não precisando se atualizar com
as mudanças constantes na forma e maneira de trabalhar. Isso mostra o medo de
ir para uma empresa privada construir carreira e ainda ter que pertencer ao
grupo dos melhores, que ficam e crescem na instituição.
Os concursos públicos
deveriam ter mais de uma fase, onde primeiro se faz a prova de múltiplaescolha
e depois se analisa o perfil de trabalho e relacionamento do candidato. Para
Fernando, uma saída é a criação de escolas para formação de servidor público,
já que o estágio probatório é mera formalidade. Outra saída pode ser a
exigência de experiência na função, por exemplo: que vai lidar com atendimento,
ter trabalhado em uma loja – farmácia – telemarketing.
Portanto, é preciso tornar o
serviço público eficiente, não apenas escolhendo profissionais que fazem bem
uma prova, e sim, aquele que tem vocação desejando prestar o melhor serviço
para o bem de seu povo, de seu país e claro, o seu próprio.

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